Spatium Scientiarum https://revista.castelobranco.br/spatiumscientiarum Universidade Castelo Branco pt-BR Spatium Scientiarum Capa e Editorial https://revista.castelobranco.br/spatiumscientiarum/article/view/10 <p>Capa e editorial</p> ojsrevista ojsrevista Copyright (c) 2020 Spatium Scientiarum 2020-10-21 2020-10-21 1 Influência de fatores climáticos na dinâmica populacional de Culicidae da área do parque nacional da Serra dos Órgãos, no estado do Rio de Janeiro, Brasil https://revista.castelobranco.br/spatiumscientiarum/article/view/5 <p>A atividade antrópica impacta de forma notável o ambiente natural, desencadeando mudanças na dinâmica populacional de insetos vetores ao longo do tempo. As populações de mosquitos sofrem influências de fatores climáticos e ambientais, estações de seca afetam de formas distintas ovos de diferentes espécies de culicideos. O ambiente em que esses ovos se encontram afeta diretamente o sucesso de uma população de mosquitos em uma determinada região. Segundo a Organização Mundial da Saúde o mosquito é considerado um dos seres mais mortais do mundo, sendo responsável pela transmissão de diversas arboviroses consideradas de suma importância epidemiológica. Os arbovírus, os quais são vírus transmitidos por artrópodes, têm sido motivo de grande preocupação em saúde pública ao redor do mundo. Sendo os vírus mais importantes para a saúde humana transmitidos por mosquitos. Desta forma o conhecimento das comunidades de mosquitos em áreas preservadas, tem um impacto direto no cenário epidemiológico. Este trabalho teve como objetivo geral analisar a fauna de Haemagogus em diferentes áreas de fragmento de Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro, de modo a associar os mosquitos e as condições climáticas e de vegetação avaliando risco de emergência e transmissão de arboviroses.</p> Shayenne Olsson Freitas Silva Jerônimo Augusto Alencar Copyright (c) 2020 Spatium Scientiarum 2020-10-20 2020-10-20 1 Saúde e Ambiente: Educação em tempos de pandemia https://revista.castelobranco.br/spatiumscientiarum/article/view/1 <p>Este artigo se propõe a ser uma reflexão das mudanças educacionais ocasionadas pela pandemia atual, provocada pela Covid-19, trazendo relações intrínsecas do meio ambiente com a saúde no desenvolvimento dessa doença. Tem como pano de fundo a necessidade da implementação de uma educação (crítica), voltada à perspectiva ambiental, com atenção ao consumo exagerado e ao capitalismo de vigilância que estamos vivenciando. Ressalta-se, também, o impacto negativo que a educação sofreu durante o isolamento social, com prejuízos físicos e mentais na saúde dos atores envolvidos nesse processo de ensino-aprendizagem; bem como, as mudanças ocorridas no ensino para sua sobrevivência ao novo cenário. Apresenta-se como tendência no mundo pós pandemia o efetivo ensino híbrido, com aulas virtuais, presenciais e presenciais virtualizadas, contextualizado nas mudanças propostas por uma educação ambiental crítica.</p> Valéria Vieira Copyright (c) 2020 Spatium Scientiarum 2020-10-20 2020-10-20 1 Dengue e outras arboviroses: os desafios de enfrentamento durante a pandemia da COVID-19 https://revista.castelobranco.br/spatiumscientiarum/article/view/7 <p>Apesar de todas as atenções estarem voltadas ao novo coronavírus, não se deve se descuidar da ameaça das arboviroses que hoje circundam a população. O objetivo desse estudo foi realizar um levantamento dos principais desafios no enfrentamento das arboviroses nesse período de pandemia do novo coronavírus. A maioria das arboviroses ainda não apresentam vacinas disponíveis, sendo um potencial desafio para a saúde pública. Em tais circunstâncias, o manejo integrado de vetores geralmente é o mais eficaz. Um dos desafios nesse enfrentamento é que justamente este ano de 2020, houve um aumento no número de casos de dengue no Brasil em comparação a 2019. Segundo especialistas, esse aumento é devido a recirculação do sorotipo 2 do vírus da dengue desde o ano passado. Além disso, as autoridades de saúde alertaram que em alguns meses do ano com os maiores números de casos da Covid-19 e juntamente com os maiores números de casos de arboviroses e gripe, aumentaria a procura de atendimentos nas unidades de saúde, crescendo também o risco de contágio pela Covid-19. O aumento no número de casos de dengue, principalmente os quadros graves podem agravar ainda mais a disputa por leitos para internação no sistema de saúde ao mesmo tempo com a demanda de leitos para os pacientes com COVID-19. Um outro desafio foi por especialistas que pode ser possível uma pessoa ser infectada pelos dois vírus ao mesmo tempo, SARS-CoV-2 e algum arbovírus podendo se tornar um caso mais complexo. Além desses desafios, recentemente, foi descoberta uma possível interação imunológica entre o vírus da Dengue e da Covid-19. A análise estatística do estudo revelou uma correlação negativa entre os dados de Dengue e COVID-19, os estados do Brasil que tiveram maior incidência de dengue durante a epidemia de 2019-2020 tiveram menor probabilidade de casos e óbitos por COVID-19. Aqueles infectados por dengue em 2019-2020 estariam protegidos, em alguma medida, da infecção pelo SARS-CoV-2. Nesse momento de pandemia é muito importante a organização da população em integração com as ações do Estado considerando estratégias de comunicação em saúde e um manejo integrado de vetores nesse enfrentamento.</p> Tatiana Docile Juliana Valentim Chaiblich Gladys Miyashiro Copyright (c) 2020 Spatium Scientiarum 2020-10-20 2020-10-20 1 O mecanismo de funcionamento do relógio circadiano https://revista.castelobranco.br/spatiumscientiarum/article/view/8 <p><span style="font-weight: 400;">O relógio circadiano controla os ritmos endógenos com período&nbsp; próximo a 24 horas, esse marcapasso tem a importante função de contagem&nbsp; do tempo. Ao longo do processo evolutivo, os seres vivos do planeta&nbsp; foram submetidos ao ciclo de claro/escuro relacionados ao movimento de&nbsp; rotação da Terra em torno do seu próprio eixo. Nesses organismos, foram&nbsp; selecionados mecanismos endógenos capazes de antecipar as mudanças&nbsp; ambientais e preparar os recursos fisiológicos para os desafios iminentes&nbsp; do próximo período. Muitos trabalhos científicos foram realizados no&nbsp; sentido de explicar a existência e funcionamento do relógio circadiano,&nbsp; os primeiros focaram no comportamento de plantas e animais. Os mais&nbsp; recentes, que forma realizados nos últimos cinquenta anos, descreveram&nbsp; as células requeridas para o funcionamento do relógio e o mecanismo&nbsp; molecular capaz de contar o tempo. Em 2017, os pesquisadores Jeffrey&nbsp; Hall, Michael Rosbash e Michael Young foram contemplados com o&nbsp; prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia por elucidarem o papel do gene&nbsp; period, descoberto em 1971 por Konopka e Benzer, no relógio circadiano&nbsp; de Drosophila melanogaster. Atualmente sabe-se que o mecanismo&nbsp; central do relógio de D. melanogaster funciona através de três alças de&nbsp; retroalimentação negativa, capazes de controlar diversos aspectos na&nbsp; fisiologia e comportamento dessas moscas. Embora seja um mecanismo&nbsp; independente, pode ser sincronizado com diferentes fatores ambientais&nbsp; como interações sociais, alimentação, luz ou temperatura. O funcionamento&nbsp; do relógio, elucidado em D. melanogaster, é conservado em muitas&nbsp; espécies, inclusive no ser humano, embora seja mais complexo. Nesse&nbsp; sentido, algumas pesquisas se desenvolveram para buscar uma aplicação&nbsp; nas cidades que estão organizadas para funcionarem praticamente por&nbsp; 24 horas, onde muitos trabalhadores cumprem suas jornadas em turnos/ noturnos. Trabalhos recentes mostraram que alocar os trabalhadores de&nbsp; acordo com os seus respectivos cronotipos poderia aumentar a produção&nbsp; e evitar acidentes. Outra abordagem relevante são os estudos do relógio&nbsp; circadiano de insetos vetores, em especial do Aedes aegypti pela sua&nbsp; importância médica no Brasil. Análises do comportamento desse inseto&nbsp; mostraram que Ae. aegypti é um mosquito de hábito diurno, com picos de&nbsp; atividade no amanhecer e ao entardecer em regimes de claro/escuro (LD).&nbsp; Esses tipos de estudo estão crescendo, e certamente contribuirão para&nbsp; a compreensão do comportamento desse importante vetor de arbovírus.&nbsp; Em suma, as pesquisas que envolvem o relógio circadiano são de grande&nbsp; importância, visto que todos os seres vivos do planeta, tem a fisiologia&nbsp; ou o comportamento influenciados por esse mecanismo. Compreender&nbsp; melhor os aspectos moleculares desse marcapasso endógeno poderá&nbsp; impactar a forma como a sociedade está organizada de maneira funcional,&nbsp; em aspectos da saúde pública, na melhoria de serviços e diversos outros&nbsp; aspectos da vida moderna.&nbsp;</span></p> Paulo Roberto Amoretty Karine Pedreira Padilha Rafaela Vieira Bruno Copyright (c) 2020 Spatium Scientiarum 2020-10-20 2020-10-20 1 Letramento científico e COVID-19: a utilização da divulgação científica no enfrentamento de emergências sanitárias https://revista.castelobranco.br/spatiumscientiarum/article/view/9 <p>Letramento Científico é um conceito amplo de ciência que tem como característica central a forma de conhecimento e investigação da ciência por intermédio de meio material, cultural e intelectual. Neste contexto, a divulgação científica se faz de extrema importância principalmente no enfrentamento de emergências sanitárias, pois por intermédio desta pode-se viabilizar mais um possível meio de democratização da informação, contribuindo para uma maior apropriação do conhecimento científico. O objetivo do presente trabalho foi fomentar a discussão sobre a contribuição de canais de divulgação científica ou mesmo divulgadores científicos individuais para a popularização da ciência e para o letramento científico da população, em tempos de enfrentamento a pandemia por COVID-19. Tais reflexões foram consequentes de análises de dados quantitativos a respeito da pesquisa de termos relacionados à pandemia na internet, assim como, sobre o engajamento de seguidores em canais de divulgação científica escolhidos, obtidos entre os meses de outubro de 2019 e setembro de 2020. Entretanto, embora seja possível observar uma correlação entre o aumento de interessados em conteúdos específicos de divulgação científica e as buscas por assuntos relacionados a “Saúde”, ainda não é possível determinar o quanto e em quais aspectos a divulgação científica, de fato, contribuiu para a popularização da ciência e, principalmente, para o letramento científico da população no período de emergência sanitário estudado.</p> Anna Carolina de Oliveira Mendes Amanda Perse da Silva Carlos Eduardo Souza da Silva Luiz Miguel Viana Barbosa Guilherme Matos Copyright (c) 2020 Spatium Scientiarum 2020-10-21 2020-10-21 1